quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

NATAL, VERDADE HISTÓRICA, BÍBLICA E PRATICA CRISTÃ

                       Por incrível que pareça, a escolha da data não tem nada a ver com o nascimento de Jesus. Os romanos aproveitaram uma importante festa pagã realizada por volta do dia 25 de dezembro e "cristianizaram" a data, comemorando o nascimento de Jesus pela primeira vez no ano 354. A tal festa Natalis pagã, chamada de Solis Invicti ("nascimento do sol invencível"), era uma homenagem ao deus persa Mitra, popular em Roma. As comemorações aconteciam durante o solstício de inverno, o dia mais curto do ano. No hemisfério norte, o solstício não tem data fixa - ele costuma ser próximo de 22 de dezembro, mas pode cair até no dia 25.

 A origem da data é essa, mas será que Jesus realmente nasceu no período de fim de ano? Os especialistas duvidam. "Entre os estudiosos do Novo Testamento e das origens do cristianismo, é consenso que ele não nasceu em 25 de dezembro", afirma o cientista da religião Carlos Caldas, da Universidade Mackenzie, em São Paulo. Na Bíblia, o evangelista Lucas afirma que Jesus nasceu na época de um grande recenseamento, que obrigava as pessoas a saírem do campo e irem às cidades se alistar. Só que, em dezembro, os invernos na região de Israel são rigorosos, impedindo um grande deslocamento de pessoas. "Também por causa do frio, não dá para imaginar um menino nascendo numa estrebaria. Mesmo lá dentro, o frio seria insuportável em dezembro", diz Caldas. O mais provável é que o nascimento tenha ocorrido entre março e novembro, quando o clima no Oriente Médio é mais ameno.

O culto de Mitra, deus do Sol, da Justiça e da Guerra - que no terceiro século depois de Cristo era a religião oficial do Império Romano exerceu uma influência muito grande sobre o cristianismo, o qual começou a sofrer transformações, absorvendo e incorporando diversos símbolos do mitraísmo, bem como no aspecto formal, copiando as cerimônias e as indumentárias sacerdotais.

A celebração do Natal Cristão, em 25 de Dezembro, surgiu de uma colagem com as solenidades dedicadas a Mitra, cujo nascimento era comemorado no solstício do inverno (no hemisfério norte), indicado no calendário romano como sendo no dia 25, em vez do dia 21 ou 22, como realmente acontece, em termos astrológicos.

A celebração do nascimento de Mitra, em Roma, era festejada na madrugada do dia 24 de Dezembro, como o "Nascimento do Invicto", uma alusão ao nascer de um novo Sol (num novo ciclo anual). A representação incluía a imagem do "menino Mitra". Foram encontradas figuras desse "menino", em Treveris, e a semelhança com as imagens cristãs do menino Jesus é incontestável.

Até ao ano 680 D.C. não se usava a figura do Cristo crucificado, como símbolo do cristianismo, mas o cordeiro, que era igualmente um símbolo mitraico.

Este natal nada tem a ver com o verdadeiro Messias... É um dia pagão e consumista criado pela Elite babilônica... 

E PARA OS CRENTES COMO DEVE SER?

O dia 25 de dezembro é conhecido na cultura ocidental como o Natal, uma festa da comunidade cristã em celebração ao nascimento de Jesus, o Filho de Deus.

Muitos cristãos se recusam a comemorar a data por motivos que vão desde a falta de exatidão histórica sobre a data real do nascimento de Jesus, até o fato de que antes do ano 330 D.C., essa data era usada para celebrar o solstício de inverno, uma festa pagã, conforme já expusemos anteriormente. No entanto, o conceito de que o Natal deve ser celebrado pelos cristãos é quase unanimidade entre pastores e líderes cristãos.

Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), criticou quem pensa o contrário. “Eu nunca vi um besteirol tão grande como este de que nós não podemos celebrar o Natal pois é uma data de uma festa pagã. O que estamos celebrando não é a data, e sim o nascimento de Cristo. O argumento estúpido também poderia ser usado para dizer que não podemos usar gravata pois foi um gay que a inventou”, disparou o pastor.

Em seu argumento, Malafaia reforça que a tradição teve origem muito antes da oficialização do dia 25 de dezembro como data simbólica do nascimento do Filho de Deus: “O nascimento de Jesus foi celebrado pelos pastores que representam o povo (Lc 1:8-12); Foi celebrado no mundo espiritual com os anjos louvando (Lc 1:12); Celebrado pelos astros, a estrela no oriente, isto é pelo universo (Mt 2:2); e pela elite, os magos do oriente (Mt 2:1).

 Pouco importa a data real do nascimento de Cristo, se foi em abril ou em outubro. “O que importa é celebrarmos o nascimento do salvador do mundo”, incentiva.

Silas Malafaia ainda tece uma crítica às igrejas neopentecostais que cultivam dogmas oriundos do judaísmo e não celebram o Natal: “Diria que é cômico, para não dizer que é trágico, ver aqueles que se dizem cristãos celebrarem festas judaicas e não celebrarem o nascimento de Cristo. Eu garanto, para finalizar, que só tem um que odeia a celebração do nascimento de Cristo: satanás. Você está de que lado? Feliz natal e abençoadíssimo 2014” finalizou o pastor.

Assim, queridos, o que fica bem claro é diferença da maneira como é realizada a celebração.

Celebramos em espirito de adoração, sem presépios, sem imagens, sem símbolo algum que tenha ou não haver com comparações pagãs.

Adoremos em espirito aquele que veio ao mundo para nos salvar. Amém!
                                                                                                                                                                                          

Virgem sentada com o Menino nos braços, Claustro da Catedral de León.
veja na imagem abaixo (Mitra) a semelhança com a imagem
acima (menino Jesus)
     











































































domingo, 27 de janeiro de 2013

FÉ E CREDULIDADE - IGUAIS OU DIFERENTES?


 Para muitos crer e ter fé são a mesma coisa. Seria o homem capaz de produzir fé em seu ser? Qual o significado da palavra crer? Qual o significado da palavra fé? Existe algum momento ou situação que a palavra fé e crer têm o mesmo sentido? Quais seriam estes ou alguns destes momentos? A definição bíblica de fé e credulidade demonstra igualdades ou diferenças entre ambas?

Não poderíamos de maneira alguma abrir este importante debate sem antes sabermos o significado destas duas palavras a fim de começarmos a entender se são iguais, diferentes ou se há alguma relação entre elas.


FÉ E CREDULIDADE – DEFINIÇÃO

A FÉ:

Segundo Aurélio a fé significa Fidelidade em honrar seus compromissos, lealdade, garantia: a fé dos tratados.

Confiança em alguém ou em alguma coisa: testemunha digna de fé; ter fé no futuro.

 Crença nos dogmas de uma religião; esta mesma religião: ter fé; a propagação da fé.

Crença fervorosa: fé patriótica.

Afirmação, comprovação: em fé do que lhe digo... / Testemunho autêntico que certos funcionários dão por escrito: a fé do tabelião.

Estar de boa fé, estar convencido da verdade do que se diz; ao contrário seria estar de má fé, saber muito bem que se diz uma coisa falsa; ter intenção dolosa.


A CREDULIDADE:

Segundo Aurélio, credulidade é: Atributo de quem é crédulo; ingenuidade, simplicidade de espírito.

            E o qual é então o significado de crédulo? Trata-se daquele que crê facilmente em tudo o que lhe é dito ou mostrado; ingênuo, simplório: crédulo como uma velha beata.

            E crer significa exatamente o que? Significa, segundo Aurélio, considerar como verdadeiro; acreditar. Considerar alguém sincero: cremos em você. Considerar possível, desejar. Imaginar, supor: não posso crer que ele tenha assim procedido. Ter fé, ter crenças, especialmente religiosas. Crer em si, ter confiança no próprio valor.


FÉ E CREDULIDADE – COMENTANDO AS DEFINIÇÕES

           

Pelo que vimos, parece que a visão natural do significado desses termos nos dá uma ideia de que praticamente, em um determinado momento, eles têm uma mesma trajetória, ou seja, aquela de que a credulidade seja uma espécie de fé. Ascende uma interrogação: se credulidade vem de crer ou acreditar, ou ainda, ter fé ou crenças, faz certa “mistura”, daí a necessidade de aprofundarmos um pouco mais neste tema.

Muitas vezes a palavra fé é empregada quando na realidade se deveria empregar credulidade. Um grande perigo surge então: uma pessoa descuidada, ingenuamente pode ser levada a crer em coisas sem base ou fundamento. A credulidade pode ter sua estrutura ideológica montada sobre bases instáveis como as emoções e as superstições. A credulidade não é igual à fé visto que não tem um fundamento confiável.

A credulidade pode também levar uma pessoa a tirar conclusões precipitadas, sem fundamento bíblico, formando inclusive uma ideologia acerca de certos assuntos e arrastando milhares de adeptos a tal crença ou credulidade, acoplando a tal ideologia uma linguagem filosófica que penetra nos ingênuos entendimentos e ficando difíceis ou praticamente impossíveis de serem removidas.

Assim podemos ver claramente que a distinção entre a fé verdadeira e a credulidade, não é fácil.

Muitas vezes uma pessoa acha que tem fé somente pelo fato de ter uma vida religiosa saudável. Alertamos que o fato de ser religioso não significa ter a fé verdadeira.

É importante observarmos que existem pessoas que têm a fé baseada na Bíblia e ela tem efeito na vida dessas pessoas. Paulo observou bem este aspecto escrevendo em segunda Tessalonicenses 3, versículo 2, onde afirma que a fé não é propriedade de todos.

1 - No demais, irmãos, rogai por nós, para que a palavra do Senhor tenha livre curso e seja glorificada, como também o é entre vós;

2 - E para que sejamos livres de homens dissolutos e maus; porque a fé não é de todos.

Assim, a Bíblia nos adverte ainda em Provérbios, capítulo 14, versículo 15, aquilo que está contido na definição de credulidade citada por Aurélio, ou seja, ingenuidade.

15 - O simples dá crédito a cada palavra, mas o prudente, atenta para os seus passos.

Paulo, escrevendo a primeira carta aos Tessalonicenses, capítulo 5, versículo 21, nos dá mais um alerta, aquela que devemos realmente nos certificar de tudo e de todas as coisas, todavia, nos apegarmos somente àquilo que nos for útil, eis o texto:

21 - Examinai tudo. Retende o bem.


A FÉ E CREDULIDADE: COMO A BÍBLIA AS DEFINE


Hebreus 11 – texto fundamental


1.     Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.

2.     Porque por ela os antigos alcançaram testemunho.

3.     Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.

4.     Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.

5.     Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus.

6.     Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.

7.     Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé.

8.     Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.

9.     Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.

10.  Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.

11.  Pela fé também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel àquele que lho tinha prometido.

12.  Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar.

13.  Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.

14.  Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria.

15.  E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar.

16.  Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.

17.  Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.

18.  Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar;

19.  E daí também em figura ele o recobrou.

20.  Pela fé Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras.

21.  Pela fé Jacó, próximo da morte, abençoou cada um dos filhos de José, e adorou encostado à ponta do seu bordão.

22.  Pela fé José, próximo da morte, fez menção da saída dos filhos de Israel, e deu ordem acerca de seus ossos.

23.  Pela fé Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais, porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei.

24.  Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó,

25.  Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado;

26.  Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa.

27.  Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.

28.  Pela fé celebrou a páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor dos primogênitos lhes não tocasse.

29.  Pela fé passaram o Mar Vermelho, como por terra seca; o que intentando os egípcios, se afogaram.

30.  Pela fé caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias.

31.  Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias.

32.  E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas,

33.  Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões,

34.  Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos.

35.  As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição;

36.  E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões.

37.  Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados,

38.  (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra.

39.  E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa,

40.  Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados.

            O primeiro versículo nos traz a verdadeira e unica definição de fé. Também os exemplos que seguem nos versículos seguintes nos mostra exemplos claros do exercício da fé verdadeira.

Já nos versículos 37 e 38 vimos que alguns desses personagens fervorosos sofreram, todavia, suportaram dignamente pela mesma fé. A fé verdadeira nos incentiva e nos leva a grandes conquistas, porém, nos encoraja para suportar as mais terríveis adversidades sem nos desviar dos caminhos do Senhor, confiando que Ele tem algo melhor reservado para nós, se não neste mundo, no futuro.


FÉ E CREDULIDADE:

ONDE ESTÃO ELAS NAS CURAS E MILAGRES?

           

Todo milagre ou toda cura é obra de fé? A bíblia diz que mesmo sendo feito em nome do Senhor Jesus e o resultado prático for bom, pode não ser obra de fé verdadeira com reconhecimento de Deus.

            Evangelho de Mateus, Capítulo 7, versículos 21 a 23.

21 - Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

22 - Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

23 - E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.

            Quando perguntaram a Ele, haviam feito em seu nome ele responde não os conheço.

A intensão pode ser boa, mas a prática não tem a aprovação divina. Onde está fundamentada a autoridade de quem ordenou?

Muitos crédulos, ingênuos, fazem promessas absurdas tais como subir escadarias de joelhos, ir dezenas de vezes em romarias, usar trajes típicos de santos milagreiros, muitos ainda se propõem a beber águas milagrosas, acender velas, enfim, uma infinidade de práticas que podem trazer resultados positivos para o corpo, mas que não têm fundamento bíblico e isenta o beneficiado de compromisso verdadeiro e exclusivo com Deus. Pagou a promessa e pronto. Pode continuar a vida sem estar inserido no plano maior que Deus tem para nós que é o Plano de Salvação. E o pior de tudo é que esta ingenuidade cega o entendimento e a pessoa não aceita a verdade e vivem essa credulidade como se fosse fé. Aprendem assim e vão até o fim de seus dias desse mesmo jeito. Desastroso, mas é uma realidade a qual deparamos diariamente com ela sem precisarmos ir tão longe para busca-la. Infelizmente muitos morrerão valendo-se dessas crenças e experimentarão o quadro terrível que será o fim daqueles que não creram segundo a instrução da palavra de Deus.

Da mesma forma as promessas feitas com o objeto de atrair fieis. Milagres, curas, prosperidade, etc.

Outro modo típico do exercício da credulidade é a utilização de instrumentos físicos como roupas, documentos, fotografias. Na credulidade as pessoas necessitam de algo que possa seja visível ou tateado para crerem na realização do que se pretende.

Não podemos esquecer que também existem as famosas “simpatias”, que saram quebrante, cobreiro e outros males.

Trabalhos mágicos em terreiros de Umbanda também é uma espécie de credulidade que muitos chamam de Fé. Aqui entram banhos e outros artifícios, inclusive igrejas praticam algo parecido. Poderiam questionar dizendo: é diferente. Não, não é. Diferente é o “modus operandi” e contradiz o texto a seguir:

Mateus 8: 5-13.

5 - E, entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe,

6- E dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa, paralítico, e violentamente atormentado.

7 - E Jesus lhe disse: Eu irei, e lhe darei saúde.

8 - E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar.

9 - Pois também eu sou homem sob autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu criado: Faze isto, e ele o faz.

10 - E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.

11 - Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus;

12 - E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes.

13 - Então disse Jesus ao centurião: Vai, e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou.

Pudemos ver no texto acima que o centurião não levou uma roupa do servo nem mesmo pediu alguma coisa liquida ou sólida para aplicar no doente e nem mesmo julgou-se digno da presença de Jesus em sua casa. O centurião, cheio de fé verdadeira queria apenas uma palavra de ordem e ocorreu segundo o que ele cria.

            Dentre outros exemplos práticos que estabelecem a comparação entre fé verdadeira e credulidade, podemos encontrar na cura dos dez leprosos: Credulidade: Todos os dez acredutavam que poderiam ser curados, e foram. Fé Verdadeira: Apenas um demonstrou porque voltou para seguir a Jesus. Esta é a Fé que salva.

11 - E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passou pelo meio de Samaria e da Galileia;

12 - E, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe;

13 - E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós.

14 - E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos.

15 - E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz;

16 - E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano.

17 - E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove?

18 - Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?

19 - E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou.


E NAS ADVERSIDADES, ENCONTRAMOS FÉ?


Outro exemplo de fé verdadeira a gente encontrará no Apóstolo Paulo e seu filho na fé, Timóteo. Paulo declara seu amor fraterno, amor de Cristão, a Timóteo.

I Corintios 4,

17 - Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo, como por toda a parte ensino em cada igreja.

Paulo e Timóteo sofriam com doenças cronicas que não foram curadas. Tinham eles Fé? Evidentemente que sim. Também é verídico afirmar que Paulo, o qual considerava Timóteo como seu filho na Fé, orava constantemente por ele. Mas, ele foi curado? Não. O fato de não terem sido curados abalou-os de alguma forma? Não. Continuaram fazendo o mais excelente. A obra de Deus que tem por objeto salvar o homem e não somente restaurar a carne. Vejamos como Paulo se refere às enfermidades de Timóteo em uma de suas cartas a ele:

I Timóteo 5,

23 - Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades.

O importante é que através da vida de Paulo inúmeros milagres, pela Fé, foram alcançados por muitas pessoas, inclusive o proprio Apóstolo Paulo teve livramentos incríveis, isto evidencia que Deus exerce a sua vontade, a qual é indiscutível.

A Fé verdadeira nos proporciona o conhecimento necessário para entendermos isto. Deus é soberano! Supremo por sua propria vontade. Ninguém poderá exigir de Deus alguma coisa. Mesmo quando pensamos que Ele não nos atendeu podemos estar comentendo um enorme erro. Ele ouve nossas petições, todavia será feita a sua vontade assim na terra como nos céus. – Eu quero hoje, agora. Poderia alguem dizer. Ele porem dirá: - Espere um pouco! E aí? Brevemente estudaremos o assunto: Entendendo a vontade de Deus.

E o tempo de Deus? Não é como o nosso. Deus está na eternidade: presente, passado e futuro para Ele é uma coisa só. Pense nisto.

Paulo percebia que o espinho lhe fora dado, não por castigo, mas para proteção. A fraqueza física o protegia contra a doença espiritual, sabendo que os piores males são os do espírito: orgulho, vaidade, arrogância, amargura, egoísmo. Esses males causam muito mais estragos do que o mal físico. Em 2º Coríntios 12, Paulo descreveu o espinho como uma espécie de "escudo" contra o orgulho ao de dizer que era “para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações”.

II Coríntios 12, 7-10

7 - E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.

8 - Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.

9 - E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.

10 - Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.

Não foi por falta de oração que o espinho continuava sem cura. Paulo explicou aos coríntios qual foi resposta de Cristo à sua oração a respeito: “Ele me disse: ‘A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza’” Era como se o Salvador lhe estivesse dizendo que Ele poderia demonstrar SEU poder melhor do que eliminando seu problema. Desse modo, Paulo aceitou sua deficiência como uma espécie de privilégio. “De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo (II Cor. 12:9)

Anté que venha o Senhor, a ordem natural das coisas é o que nos aguarda. Todos nós morreremos. Alguma coisa servirá de pretexto para nossa morte. Morremos por diversos motivos. Até fúteis às vezes. Os ideologistas do milagre em quaisquer circunstancias, independentemente de haver Fé ou não, uma vez que já ouvi afirmarem: - venha! Se não for pela sua fé será pela minha; deveria tambem ser da imortalidade. Haja visto que se há cura em qualquer situação, nenhuma doença escaparia do milagre.        A verdade é que Deus é supremo e tem sua própria vontade.

Pegamos pesado! Mas queremos dizer que é precipitado certos ensinamentos que tentam implantar uma espécie de fé que nada mais é que uma credulidade ingênua, elaborada não por ingênuos, mas por gênios filósofos que de certa forma se beneficiam por espantoso crescimento de suas igrejas, todavia, quando não funciona não há divulgação. Somos nós quem no dia a dia encontramos esses frustados, agora praticamente inconvertíveis, tendo em vista sua grande descepção.

Há um proverbio popular que diz: Em terra de cego, quem tem um olho é rei. Daí, o porquê ocorre este fato. As pessoas não lêm a Bíblia, portanto não têm o conhecimento da verdade e se deixam levar facilmente, ou ingenuamente, por estes argumentos infundamentados.

Os milagres acontecem. É bíblico. Porem não pode traduzir a totalidade de nosso fervor ou o fundamento de nossa fé. A fé é muito mais que apenas milagres. A mesma fé do milagre opera a salvação, o entendimento da vontade de Deus, o consolo, daí por diante. Se dependesse de um milagre para ocorrer fé, essas palavras e o testemunho de Paulo, nada valeriam como exemplo nesse contexto.

Por outro lado, vale a pena lembrar que na vida cotidiana ocorrem incidentes e acidentes onde qualquer pessoa pode estar envolvida. Exemplo: Síndromes, que são acidentes genéticos. Incidentes como surtos de dengue e outras epidemias. Acidentes de transito, naturais. Vivenciamos o incendio numa boate em Santa Maria (RS) onde vidas foram ceifadas. Igualmente ocorreu o desabamento do teto de uma Igreja Universal em São Paulo onde as vítimas estavam em uma concentração de Fé e oração. São fatos que de maneira nenhuma podem servir de tropeço para abalar a nossa fé.

Quem tem Fé, necessariamente tem o entendimento para saber o que aceitar e até que ponto aceitar todas as coisas. Através da fé somos instruidos em todos os sentidos de nossa vida.


CONCLUSÃO E ALERTA

                                                                                 

A fé verdadeira consiste no crer que tudo é possível. Inclusive não ocorrendo segundo a nossa vontade, mas prevalescendo a vontade de Deus.

A fé não vem de nós. É dom de Deus.

Crer somente naquilo que diz as escrituras sagradas. Leia a bíblia, se não entender o texto releia. Busque as referencias examine. Cuidado a quem perguntar. Um ensinamento equivocado poderá produzir em seu ser uma orientação equivocada e irreparável.

Busque a Fé verdadeira que somente o Senhor pode dar.




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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O CRISTÃO E A ÉTICA NO TRABALHO

O CRISTÃO E A ÉTICA NO TRABALHO

            Todo trabalhador, seja empregado ou patrão, deve ter uma conduta ética, tanto em sua vida profissional, quanto em sua vida cotidiana, no âmbito familiar ou social.
            No ambiente de trabalho, à boa conduta, chamamos de ética profissional. Cada categoria bem organizada possui seu respectivo código de ética. Assim são os médicos, os advogados, os operários de uma determinada grande empresa, daí por diante.
            No ambiente social, existem vários aspectos de boa conduta, definidos em cada área, tais como: Ética na religião, nos esportes, na família, enfim.
            Neste estudo estaremos abordando duas áreas específicas e a importância do relacionamento que estabelecemos entre elas. O Cristão no trabalho.
            Independentemente de ser ou não um Cristão, todo trabalhador deve se conduzir de maneira ética, todavia, na qualidade de Cristão, o trabalhador é visto sob os dois aspectos. Constantemente observado. Qualquer falha, por mais humana que seja, embora não devesse ser assim, ele é criticado sob os dois pontos de vista. Na verdade o Cristão é observado por olhares críticos, muito mais pelo fato de ser Cristão.
            Por isto, o Cristão deve estar atento à sua conduta, sendo zeloso e vigilante, pois isto lhe servirá de testemunho.
            Para aqueles que já estudaram ou participaram de treinamentos sobre este assunto, vamos recapitular um pouco ou quem sabe acrescentar algo no nosso conhecimento. Para os estreantes, aproveite ao máximo, isto é extremamente importante para sua vida.

DEFININDO A ÉTICA

O termo “ético”, deriva do grego ethos, que significa caráter, ou seja, modo de ser de uma pessoa.
Ética é uma ciência que estuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos.
Ou,
Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade.
Segundo Aurélio, a ética é o estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto.

COMENTANDO A DEFINIÇÃO DE ÉTICA

Esta definição do dicionário Aurélio é um bom exemplo da ambiguidade existente entre as diversas definições de tal conceito. Mais adiante será possível observar que, quando aplicado em determinado local ou tempo, estamos falando sobre moral, e não sobre ética.
No contexto filosófico, ética e moral possuem diferentes significados. A ética está associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o comportamento humano em sociedade, enquanto a moral são os costumes, regras, tabus e convenções estabelecidas por cada sociedade.
No sentido prático, a finalidade da ética e da moral é muito semelhante. Ambas são responsáveis por construir as bases que vão guiar a conduta do homem, determinando o seu caráter, altruísmo e virtudes, e por ensinar a melhor forma de agir e de se comportar em sociedade.
A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social.

Assim, podemos entender que para ser ético, é fundamental que se tenha princípios morais.
Neste contexto, o Cristão autêntico, que foi transformado numa pessoa regenerada de fato, entendendo que a conversão tem esse real significado, deve comportar-se de maneira ética em qualquer ambiente onde esteja ou viva.
Vale a pena ressalvar, entretanto, que existem valores sociais morais excelentes entre não Cristãos: Pessoas corretas, honestas, leais, etc., enfim, de conduta ética. Uma educação que pode ser oriunda do berço ou de uma experiência própria de vida, mas o cristianismo tem por objeto resgatar esses valores que, na maioria das vezes, se perde ou não longo da existência. Mas isto é assunto para depois.

CONSTRUINDO O AMBIENTE DE TRABALHO

            Muita gente costuma dizer que o local onde trabalhamos é nossa segunda casa. Quase isto. É na empresa que empregados e empregadores tiram seu sustento. Cada um na sua respectiva função. Nos pequenos negócios ou empreendimentos patrões e empregados dividem praticamente o mesmo espaço e em contato direto um com o outro. Nos grandes empreendimentos os contatos são mais comuns entre colegas e com uma escalada hierárquica: gerentes, chefes, coordenadores, etc.
            Assim, o ambiente de trabalho constitui não somente do espaço físico onde os trabalhadores desempenham suas funções, mas de tudo e de todos que ali estão envolvidos.
             É este ambiente que deve ser construído sob a perspectiva da ética. Todos, indistintamente são responsáveis por esta construção. É aí que a boa formação moral e conduta ética caminham juntas para o aperfeiçoamento do ambiente.
            Existem várias obras literárias que falam acerca da ética. Uma vasta bibliografia, todavia, como estamos falando da ética onde o Cristão está inserido, vamos utilizar textos bíblicos para ilustrar nosso estudo.

“E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento, Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo; Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.” Filipenses 1:9-11.

            Apesar da palavra ética não aparecer em nenhuma das frases mencionadas, o Apóstolo Paulo não fala de outra coisa. Um conjunto que se encaixa perfeitamente naquilo que falamos até aqui sobre moral e ética.
            O bom Cristão anda e vive segundo os ensinamentos contidos na Doutrina Cristã e seu testemunho, ou seja, a maneira como ele é visto, o acompanha sempre em todo lugar. Além disto, ele deve ser um porta-voz do evangelho.

NO AMBIENTE DE TRABALHO NÃO CONVEM
           
Como o texto bíblico citado no título anterior nos fala sobre coisas excelentes, praticamente todos nós sabemos o que é excelente. Difícil, às vezes é entendermos o que não é excelente, ou seja, o que não convém.
Não convém, mas tem crente que durante o expediente fica evangelizando os colegas e muitos até se aborrecem. Está certo que evangelizar é bom, mas durante o trabalho a evangelização pode ser feita com testemunho: gestos e atitudes dignas de um autêntico Cristão. Isto pode dizer mais que mil palavras. Pense nisto.
Não convém, por isto não é bom que sejam distribuídos panfletos durante o expediente. Você pode ser chamado atenção e ser alvo de chacotas. Tem hora pra tudo.
Discutir ideologia, nem pensar. Isto pode ferir o direito de livre pensar de seu colega. Se houver oportunidade faça isto em outro local.
Não convém que trabalhadores, principalmente crentes, envenenem o ambiente de trabalho, dividindo-o em classes, onde os fortes oprimem e escravizam os mais fracos.
Não é excelente, portanto não convém que o crente fique lamentando pelos cantos ou com outras pessoas; o famoso chorão.
Uma questão de justiça. Não é excelente que um gerenciador aproveite uma ideia ou sugestão de um dos subordinados e a apresente como sua. Ninguém melhor que aquele que a teve para operacionalizá-la. De repente, o fato de colocar em prática algo por alguém que não o tenha idealizado pode dar errado. Neste caso, de quem será o demérito?
Não é bom que uma única pessoa seja o detentor do saber as operações de um determinado setor, salvo nos casos que o sigilo seja restrito a alguns cargos. Numa situação de emergência pode complicar as coisas. Por isso, compartilhar é importante.
Não é bom “excluir” em qualquer forma ou situação. Sejamos razoáveis. Ainda que isto seja um sacrifício.
            Mais um importante texto bíblico:
            A maioria dos versículos bíblicos a seguir trata do nosso assunto, mas praticamente todo texto fala de ética e moral e é importantíssimo para nossa vida. É bom que seja lido e que prestem atenção em cada frase desse texto que abaixo está transcrito na íntegra:

Provérbios, capítulo 10:

1.     PROVÉRBIOS de Salomão: O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe.
2.     Os tesouros da impiedade de nada aproveitam; mas a justiça livra da morte.
3.     SENHOR não deixa o justo passar fome, mas rechaça a aspiração dos perversos.
4.     O que trabalha com mão displicente empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece.
5.     O que ajunta no verão é filho ajuizado, mas o que dorme na sega é filho que envergonha.
6.     Bênçãos há sobre a cabeça do justo, mas a violência cobre a boca do perverso.
7.     A memória do justo é abençoada, mas o nome dos perversos apodrecerá.
8.     O sábio de coração aceita os mandamentos, mas o insensato de lábios ficará transtornado.
9.     Quem anda em sinceridade, anda seguro; mas o que perverte os seus caminhos ficará conhecido.
10.  O que acena com os olhos causa dores, e o tolo de lábios ficará transtornado.
11.  A boca do justo é fonte de vida, mas a violência cobre a boca dos perversos.
12.  O ódio excita contendas, mas o amor cobre todos os pecados.
13.  Nos lábios do entendido se acha a sabedoria, mas a vara é para as costas do falto de entendimento.
14.  Os sábios entesouram a sabedoria; mas a boca do tolo o aproxima da ruína.
15.  Os bens do rico são a sua cidade forte, a pobreza dos pobres a sua ruína.
16.  A obra do justo conduz à vida, o fruto do perverso, ao pecado.
17.  O caminho para a vida é daquele que guarda a instrução, mas o que deixa a repreensão comete erro.
18.  O que encobre o ódio tem lábios falsos, e o que divulga má fama é um insensato.
19.  Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio.
20.  Prata escolhida é a língua do justo; o coração dos perversos é de nenhum valor.
21.  Os lábios do justo apascentam a muitos, mas os tolos morrem por falta de entendimento.
22.  A bênção do SENHOR é que enriquece; e não traz consigo dores.
23.  Para o tolo, o cometer desordem é divertimento; mas para o homem entendido é o ter sabedoria.
24.  Aquilo que o perverso teme sobrevirá a ele, mas o desejo dos justos será concedido.
25.  Como passa a tempestade, assim desaparece o perverso, mas o justo tem fundamento perpétuo.
26.  Como vinagre para os dentes, como fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam.
27.  O temor do SENHOR aumenta os dias, mas os perversos terão os anos da vida abreviados.
28.  A esperança dos justos é alegria, mas a expectação dos perversos perecerá.
29.  O caminho do SENHOR é fortaleza para os retos, mas ruína para os que praticam a iniquidade.
30.  O justo nunca será abalado, mas os perversos não habitarão a terra.
31.  A boca do justo jorra sabedoria, mas a língua da perversidade será cortada.
32.  Os lábios do justo sabem o que agrada, mas a boca dos perversos, só perversidades.

Tudo aquilo que faz menção os princípios da ética sobre condutas que não convêm, abrange o Cristão. O texto acima é rico na orientação daquilo que não se deve praticar em nosso cotidiano.
É uma inspiração antiga, mas não se desgastou com o tempo. Mesmo num mundo globalizado e tecnológico que vivemos hoje, é perfeitamente aplicável em nossas vidas a orientação do texto. Medite mais uma vez e sinta isto também na sua vida.

O QUE MAIS A BÍBLIA NOS DIZ SOBRE ÉTICA

Conforme já afirmamos, existe uma vasta biblioteca de estudos sobre a ética. Inúmeros palestrantes espalhados pelo mundo afora. As grandes empresas, principalmente, exercitam treinamentos periodicamente entre seus funcionários buscando um ambiente sob a luz da ética.
Como livro inspirado, a bíblia também é uma importante fonte de orientação para quaisquer assuntos que porventura questionemos e inclusive sobre a ética.
Vejamos:
Você sabia que o trabalho deve ser visto como continuação da obra criadora de Deus? Sim, Ele criou a terra e nela colocou o homem para cultivá-la.
Genesis, 2, 4-5

4 - Eis as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus
5 - Não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo tinha ainda brotado; porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra.

            A partir de então se dá O PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO DA CRIAÇÃO e a aproximação do homem de Deus. Daí o código de ética do paraíso. Cultivar e não comer de um dos frutos ali existentes. Havia um regulamento e o não cumprimento traria consequências desastrosas. Por isto cumprir os regulamentos internos faz parte do ser ético.
            Evangelho de João, capítulo 1, versículo 3.
Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
Em continuação à obra criadora de Deus, Jesus Cristo assumiu o trabalho humano. Ajudava José, na sua infância, no ofício da carpintaria.
            Assim, podemos dizer que o plano de Deus para o trabalho que dá sentido de dignidade ao ser humano.
            E sobre os intelectuais profissionais da área de Recursos Humanos que redigem textos, produzem palestras, treinamentos, etc.. Será que a bíblia faz referencia a estes ou são meros aproveitadores conforme muitos antiéticos afirmam?
            O Rei Salomão fazia isto. Orientava pessoas, inclusive com jurisprudência, atendendo também solicitação de aconselhamento a ele dirigida por outros reis. Salomão recebia donativos em ouro por orientações que dava a outros reis de outras nações.
            Além de outros atributos Salomão era ético. Quando Deus lhe perguntou acerca do que ele desejaria d’Ele receber, simplesmente respondeu; coração sábio. Não aproveitou a situação. A sabedoria era o que melhor lhe atendia naquele momento.
            Vejamos o que diz o livro de I Reis capítulo 3, com destaque para os versículos 9 e 10.
                                                                                                                   
5 - Em Gibeão apareceu o Senhor a Salomão de noite em sonhos, e disse-lhe: Pede o que queres que eu te dê.
6 - Respondeu Salomão: De grande benevolência usaste para com teu servo Dai, meu pai, porquanto ele andou diante de ti em verdade, em justiça, e em retidão de coração para contigo; e guardaste-lhe esta grande benevolência, e lhe deste um filho, que se assentasse no seu trono, como se vê neste dia.
7 - Agora, pois, ó Senhor meu Deus, tu fizeste reinar teu servo em lugar de Davi, meu pai. E eu sou apenas um menino pequeno; nao sei como sair, nem como entrar.
8 - Teu servo está no meio do teu povo que elegeste povo grande, que nem se pode contar, nem numerar, pela sua multidão.
9 - Dá, pois, a teu servo um coração entendido para julgar o teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque, quem poderia julgar a este teu tão grande povo?
10 - E pareceu bem aos olhos do Senhor o ter Salomão pedido tal coisa.

            O apóstolo Paulo pregava o Evangelho, viajando por vários países, de terras em terras, mas seu trabalho secular era o ofício de fabricante de tendas. Às vezes ele recebia donativos de alguma Igreja, sempre por iniciativa da própria igreja, ele mesmo nunca pedia. E aconselha:
Em I Tessalonicenses 4, 11 e 12:

11 – e procureis viver quietos, tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vô-lo mandamos.
12 - a fim de que andeis dignamente para com os que estão de fora, e não tenhais necessidade de coisa alguma.

Em II Tessalonicenses 3: uma carta que pode perfeitamente poderia ser uma palestra inteligentíssima acerca de moral e ética. Aqui está uma verdadeira lição de vida. Destacamos aqui e sublinhamos o versículo 9 onde Paulo fala que teria até o direito de cobrar pelo que fazia no exercício da obra de Deus, no entanto, para dar exemplo não o fazia.

6 - mandamo-vos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebestes.
7 - Porque vós mesmos sabeis como deveis imitar-nos, pois que não nos portamos desordenadamente entre vós,
8 - nem comemos de graça o pão de ninguém, antes com labor e fadiga trabalhávamos noite e dia para não sermos pesados a nenhum de vós.
9 - Não porque não tivéssemos direito, mas para vos dar nós mesmos exemplo, para nos imitardes.
10 - Porque, quando ainda estávamos convosco, isto vos mandamos: se alguém não quer trabalhar, também não coma.
11 - Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes se intrometendo na vida alheia;
12 - a esses tais, porém, ordenamos e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo que, trabalhando sossegadamente, comam o seu próprio pão.
13 - Vós, porém, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.
14 - Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai-o e não tenhais relações com ele, para que se envergonhe;
15 - todavia não o considereis como inimigo, mas admoestai-o como irmão.

Uma reflexão bíblica para jamais esquecermos e que nos fala sobre o esforço e sucesso, sucesso e riqueza e pobreza e carência. Essas duas ultimas podem ser mais valiosas que as penúltimas.
A primeira é sobre esforço e sucesso. Se ambos não foram sob a benção de Deus. Nada feito! O esforço humano, por si só, não conduzirá ao sucesso. Questão de ética Cristã.

Salmo 127,1 Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.

A segunda sobre sucesso e riqueza. Não se pode atrelar um ao outro. Não seria ético se você desejar ter grande sucesso em seu trabalho e ficar rico com isto. Nem sempre será assim, por força de circunstancias. Veja o que diz os provérbios:

Provérbios 15,16 Melhor é o pouco com o temor do Senhor, do que um grande tesouro, e com ele a inquietação.

Sabe por quê? Porque a riqueza não é um valor em si, pois pode levar à falsidade e ao desentendimento, ao passo que o sucesso pode ser uma grande “pegadinha”, fazendo o ser humano acreditar numa falsa autoconfiança.

Provérbios 19,1 - Melhor é o pobre que anda na sua integridade, do que aquele que é perverso de lábios e tolo.
Provérbios 17,1 - Melhor é um bocado seco, e com ele a tranquilidade, do que a casa cheia de festins, com rixas.
Provérbios 11,28 - Aquele que confia nas suas riquezas cairá; mas os justos reverdecerão como a folhagem.

CONCLUSÃO

Poderíamos estudar horas sobre este assunto. É muito profundo e quaisquer pontos de vista que formos acrescentando seria importante, entretanto, deu para meditarmos um pouco sobre isto. Esperamos que tenha trazido algo mais de proveitoso para sua vida.
Nunca esqueça, seja você crente ou não, o Senhor Deus está lhe observando, não para pegar no seu pé, como se diz popularmente por aí, mas para orientá-lo e conduzi-lo da melhor maneira para que vivas bem, tenha sucesso e esteja sempre em harmonia com as demais pessoas.
Que o Senhor te abençoe e te guarde desde agora para todo o sempre. Amém.