sexta-feira, 31 de outubro de 2014


O CRISTÃO E A ÉTICA NO TRABALHO

            Todo trabalhador, seja empregado ou patrão, deve ter uma conduta ética, tanto em sua vida profissional, quanto em sua vida cotidiana, no âmbito familiar ou social.
            No ambiente de trabalho, à boa conduta, chamamos de ética profissional. Cada categoria bem organizada possui seu respectivo código de ética. Assim são os médicos, os advogados, os operários de uma determinada grande empresa, daí por diante.
            No ambiente social, existem vários aspectos de boa conduta, definidos em cada área, tais como: Ética na religião, nos esportes, na família, enfim.
            Neste estudo estaremos abordando duas áreas específicas e a importância do relacionamento que estabelecemos entre elas. O Cristão no trabalho.
            Independentemente de ser ou não um Cristão, todo trabalhador deve se conduzir de maneira ética, todavia, na qualidade de Cristão, o trabalhador é visto sob os dois aspectos. Constantemente observado. Qualquer falha, por mais humana que seja, embora não devesse ser assim, ele é criticado sob os dois pontos de vista. Na verdade o Cristão é observado por olhares críticos, muito mais pelo fato de ser Cristão.
            Por isto, o Cristão deve estar atento à sua conduta, sendo zeloso e vigilante, pois isto lhe servirá de testemunho.
            Para aqueles que já estudaram ou participaram de treinamentos sobre este assunto, vamos recapitular um pouco ou quem sabe acrescentar algo no nosso conhecimento. Para os estreantes, aproveite ao máximo, isto é extremamente importante para sua vida.

DEFININDO A ÉTICA

O termo “ético”, deriva do grego ethos, que significa caráter, ou seja, modo de ser de uma pessoa.
Ética é uma ciência que estuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos.
Ou,
Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade.
Segundo Aurélio, a ética é o estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto.

COMENTANDO A DEFINIÇÃO DE ÉTICA

Esta definição do dicionário Aurélio é um bom exemplo da ambiguidade existente entre as diversas definições de tal conceito. Mais adiante será possível observar que, quando aplicado em determinado local ou tempo, estamos falando sobre moral, e não sobre ética.
No contexto filosófico, ética e moral possuem diferentes significados. A ética está associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o comportamento humano em sociedade, enquanto a moral são os costumes, regras, tabus e convenções estabelecidas por cada sociedade.
No sentido prático, a finalidade da ética e da moral é muito semelhante. Ambas são responsáveis por construir as bases que vão guiar a conduta do homem, determinando o seu caráter, altruísmo e virtudes, e por ensinar a melhor forma de agir e de se comportar em sociedade.
A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social.

Assim, podemos entender que para ser ético, é fundamental que se tenha princípios morais.
Neste contexto, o Cristão autêntico, que foi transformado numa pessoa regenerada de fato, entendendo que a conversão tem esse real significado, deve comportar-se de maneira ética em qualquer ambiente onde esteja ou viva.
Vale a pena ressalvar, entretanto, que existem valores sociais morais excelentes entre não Cristãos: Pessoas corretas, honestas, leais, etc., enfim, de conduta ética. Uma educação que pode ser oriunda do berço ou de uma experiência própria de vida, mas o cristianismo tem por objeto resgatar esses valores que, na maioria das vezes, se perde ou não longo da existência. Mas isto é assunto para depois.

CONSTRUINDO O AMBIENTE DE TRABALHO

            Muita gente costuma dizer que o local onde trabalhamos é nossa segunda casa. Quase isto. É na empresa que empregados e empregadores tiram seu sustento. Cada um na sua respectiva função. Nos pequenos negócios ou empreendimentos patrões e empregados dividem praticamente o mesmo espaço e em contato direto um com o outro. Nos grandes empreendimentos os contatos são mais comuns entre colegas e com uma escalada hierárquica: gerentes, chefes, coordenadores, etc.
            Assim, o ambiente de trabalho constitui não somente do espaço físico onde os trabalhadores desempenham suas funções, mas de tudo e de todos que ali estão envolvidos.
             É este ambiente que deve ser construído sob a perspectiva da ética. Todos, indistintamente são responsáveis por esta construção. É aí que a boa formação moral e conduta ética caminham juntas para o aperfeiçoamento do ambiente.
            Existem várias obras literárias que falam acerca da ética. Uma vasta bibliografia, todavia, como estamos falando da ética onde o Cristão está inserido, vamos utilizar textos bíblicos para ilustrar nosso estudo.

“E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento, Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo; Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.” Filipenses 1:9-11.

            Apesar da palavra ética não aparecer em nenhuma das frases mencionadas, o Apóstolo Paulo não fala de outra coisa. Um conjunto que se encaixa perfeitamente naquilo que falamos até aqui sobre moral e ética.
            O bom Cristão anda e vive segundo os ensinamentos contidos na Doutrina Cristã e seu testemunho, ou seja, a maneira como ele é visto, o acompanha sempre em todo lugar. Além disto, ele deve ser um porta-voz do evangelho.

NO AMBIENTE DE TRABALHO NÃO CONVEM
           
Como o texto bíblico citado no título anterior nos fala sobre coisas excelentes, praticamente todos nós sabemos o que é excelente. Difícil, às vezes é entendermos o que não é excelente, ou seja, o que não convém.
Não convém, mas tem crente que durante o expediente fica evangelizando os colegas e muitos até se aborrecem. Está certo que evangelizar é bom, mas durante o trabalho a evangelização pode ser feita com testemunho: gestos e atitudes dignas de um autêntico Cristão. Isto pode dizer mais que mil palavras. Pense nisto.
Não convém, por isto não é bom que sejam distribuídos panfletos durante o expediente. Você pode ser chamado atenção e ser alvo de chacotas. Tem hora pra tudo.
Discutir ideologia, nem pensar. Isto pode ferir o direito de livre pensar de seu colega. Se houver oportunidade faça isto em outro local.
Não convém que trabalhadores, principalmente crentes, envenenem o ambiente de trabalho, dividindo-o em classes, onde os fortes oprimem e escravizam os mais fracos.
Não é excelente, portanto não convém que o crente fique lamentando pelos cantos ou com outras pessoas; o famoso chorão.
Uma questão de justiça. Não é excelente que um gerenciador aproveite uma ideia ou sugestão de um dos subordinados e a apresente como sua. Ninguém melhor que aquele que a teve para operacionalizá-la. De repente, o fato de colocar em prática algo por alguém que não o tenha idealizado pode dar errado. Neste caso, de quem será o demérito?
Não é bom que uma única pessoa seja o detentor do saber as operações de um determinado setor, salvo nos casos que o sigilo seja restrito a alguns cargos. Numa situação de emergência pode complicar as coisas. Por isso, compartilhar é importante.
Não é bom “excluir” em qualquer forma ou situação. Sejamos razoáveis. Ainda que isto seja um sacrifício.
            Mais um importante texto bíblico:
            A maioria dos versículos bíblicos a seguir trata do nosso assunto, mas praticamente todo texto fala de ética e moral e é importantíssimo para nossa vida. É bom que seja lido e que prestem atenção em cada frase desse texto que abaixo está transcrito na íntegra:

Provérbios, capítulo 10:

1.     PROVÉRBIOS de Salomão: O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe.
2.     Os tesouros da impiedade de nada aproveitam; mas a justiça livra da morte.
3.     SENHOR não deixa o justo passar fome, mas rechaça a aspiração dos perversos.
4.     O que trabalha com mão displicente empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece.
5.     O que ajunta no verão é filho ajuizado, mas o que dorme na sega é filho que envergonha.
6.     Bênçãos há sobre a cabeça do justo, mas a violência cobre a boca do perverso.
7.     A memória do justo é abençoada, mas o nome dos perversos apodrecerá.
8.     O sábio de coração aceita os mandamentos, mas o insensato de lábios ficará transtornado.
9.     Quem anda em sinceridade, anda seguro; mas o que perverte os seus caminhos ficará conhecido.
10.  O que acena com os olhos causa dores, e o tolo de lábios ficará transtornado.
11.  A boca do justo é fonte de vida, mas a violência cobre a boca dos perversos.
12.  O ódio excita contendas, mas o amor cobre todos os pecados.
13.  Nos lábios do entendido se acha a sabedoria, mas a vara é para as costas do falto de entendimento.
14.  Os sábios entesouram a sabedoria; mas a boca do tolo o aproxima da ruína.
15.  Os bens do rico são a sua cidade forte, a pobreza dos pobres a sua ruína.
16.  A obra do justo conduz à vida, o fruto do perverso, ao pecado.
17.  O caminho para a vida é daquele que guarda a instrução, mas o que deixa a repreensão comete erro.
18.  O que encobre o ódio tem lábios falsos, e o que divulga má fama é um insensato.
19.  Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio.
20.  Prata escolhida é a língua do justo; o coração dos perversos é de nenhum valor.
21.  Os lábios do justo apascentam a muitos, mas os tolos morrem por falta de entendimento.
22.  A bênção do SENHOR é que enriquece; e não traz consigo dores.
23.  Para o tolo, o cometer desordem é divertimento; mas para o homem entendido é o ter sabedoria.
24.  Aquilo que o perverso teme sobrevirá a ele, mas o desejo dos justos será concedido.
25.  Como passa a tempestade, assim desaparece o perverso, mas o justo tem fundamento perpétuo.
26.  Como vinagre para os dentes, como fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam.
27.  O temor do SENHOR aumenta os dias, mas os perversos terão os anos da vida abreviados.
28.  A esperança dos justos é alegria, mas a expectação dos perversos perecerá.
29.  O caminho do SENHOR é fortaleza para os retos, mas ruína para os que praticam a iniquidade.
30.  O justo nunca será abalado, mas os perversos não habitarão a terra.
31.  A boca do justo jorra sabedoria, mas a língua da perversidade será cortada.
32.  Os lábios do justo sabem o que agrada, mas a boca dos perversos, só perversidades.

Tudo aquilo que faz menção os princípios da ética sobre condutas que não convêm, abrange o Cristão. O texto acima é rico na orientação daquilo que não se deve praticar em nosso cotidiano.
É uma inspiração antiga, mas não se desgastou com o tempo. Mesmo num mundo globalizado e tecnológico que vivemos hoje, é perfeitamente aplicável em nossas vidas a orientação do texto. Medite mais uma vez e sinta isto também na sua vida.

O QUE MAIS A BÍBLIA NOS DIZ SOBRE ÉTICA

Conforme já afirmamos, existe uma vasta biblioteca de estudos sobre a ética. Inúmeros palestrantes espalhados pelo mundo afora. As grandes empresas, principalmente, exercitam treinamentos periodicamente entre seus funcionários buscando um ambiente sob a luz da ética.
Como livro inspirado, a bíblia também é uma importante fonte de orientação para quaisquer assuntos que porventura questionemos e inclusive sobre a ética.
Vejamos:
Você sabia que o trabalho deve ser visto como continuação da obra criadora de Deus? Sim, Ele criou a terra e nela colocou o homem para cultivá-la.
Genesis, 2, 4-5

4 - Eis as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus
5 - Não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo tinha ainda brotado; porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra.

            A partir de então se dá O PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO DA CRIAÇÃO e a aproximação do homem de Deus. Daí o código de ética do paraíso. Cultivar e não comer de um dos frutos ali existentes. Havia um regulamento e o não cumprimento traria consequências desastrosas. Por isto cumprir os regulamentos internos faz parte do ser ético.
            Evangelho de João, capítulo 1, versículo 3.
Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
Em continuação à obra criadora de Deus, Jesus Cristo assumiu o trabalho humano. Ajudava José, na sua infância, no ofício da carpintaria.
            Assim, podemos dizer que o plano de Deus para o trabalho que dá sentido de dignidade ao ser humano.
            E sobre os intelectuais profissionais da área de Recursos Humanos que redigem textos, produzem palestras, treinamentos, etc.. Será que a bíblia faz referencia a estes ou são meros aproveitadores conforme muitos antiéticos afirmam?
            O Rei Salomão fazia isto. Orientava pessoas, inclusive com jurisprudência, atendendo também solicitação de aconselhamento a ele dirigida por outros reis. Salomão recebia donativos em ouro por orientações que dava a outros reis de outras nações.
            Além de outros atributos Salomão era ético. Quando Deus lhe perguntou acerca do que ele desejaria d’Ele receber, simplesmente respondeu; coração sábio. Não aproveitou a situação. A sabedoria era o que melhor lhe atendia naquele momento.
            Vejamos o que diz o livro de I Reis capítulo 3, com destaque para os versículos 9 e 10.
                                                                                                                   
5 - Em Gibeão apareceu o Senhor a Salomão de noite em sonhos, e disse-lhe: Pede o que queres que eu te dê.
6 - Respondeu Salomão: De grande benevolência usaste para com teu servo Dai, meu pai, porquanto ele andou diante de ti em verdade, em justiça, e em retidão de coração para contigo; e guardaste-lhe esta grande benevolência, e lhe deste um filho, que se assentasse no seu trono, como se vê neste dia.
7 - Agora, pois, ó Senhor meu Deus, tu fizeste reinar teu servo em lugar de Davi, meu pai. E eu sou apenas um menino pequeno; nao sei como sair, nem como entrar.
8 - Teu servo está no meio do teu povo que elegeste povo grande, que nem se pode contar, nem numerar, pela sua multidão.
9 - Dá, pois, a teu servo um coração entendido para julgar o teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque, quem poderia julgar a este teu tão grande povo?
10 - E pareceu bem aos olhos do Senhor o ter Salomão pedido tal coisa.

            O apóstolo Paulo pregava o Evangelho, viajando por vários países, de terras em terras, mas seu trabalho secular era o ofício de fabricante de tendas. Às vezes ele recebia donativos de alguma Igreja, sempre por iniciativa da própria igreja, ele mesmo nunca pedia. E aconselha:
Em I Tessalonicenses 4, 11 e 12:

11 – e procureis viver quietos, tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vô-lo mandamos.
12 - a fim de que andeis dignamente para com os que estão de fora, e não tenhais necessidade de coisa alguma.

Em II Tessalonicenses 3: uma carta que pode perfeitamente poderia ser uma palestra inteligentíssima acerca de moral e ética. Aqui está uma verdadeira lição de vida. Destacamos aqui e sublinhamos o versículo 9 onde Paulo fala que teria até o direito de cobrar pelo que fazia no exercício da obra de Deus, no entanto, para dar exemplo não o fazia.

6 - mandamo-vos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebestes.
7 - Porque vós mesmos sabeis como deveis imitar-nos, pois que não nos portamos desordenadamente entre vós,
8 - nem comemos de graça o pão de ninguém, antes com labor e fadiga trabalhávamos noite e dia para não sermos pesados a nenhum de vós.
9 - Não porque não tivéssemos direito, mas para vos dar nós mesmos exemplo, para nos imitardes.
10 - Porque, quando ainda estávamos convosco, isto vos mandamos: se alguém não quer trabalhar, também não coma.
11 - Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes se intrometendo na vida alheia;
12 - a esses tais, porém, ordenamos e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo que, trabalhando sossegadamente, comam o seu próprio pão.
13 - Vós, porém, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.
14 - Mas, se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai-o e não tenhais relações com ele, para que se envergonhe;
15 - todavia não o considereis como inimigo, mas admoestai-o como irmão.

Uma reflexão bíblica para jamais esquecermos e que nos fala sobre o esforço e sucesso, sucesso e riqueza e pobreza e carência. Essas duas ultimas podem ser mais valiosas que as penúltimas.
A primeira é sobre esforço e sucesso. Se ambos não foram sob a benção de Deus. Nada feito! O esforço humano, por si só, não conduzirá ao sucesso. Questão de ética Cristã.

Salmo 127,1 Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.

A segunda sobre sucesso e riqueza. Não se pode atrelar um ao outro. Não seria ético se você desejar ter grande sucesso em seu trabalho e ficar rico com isto. Nem sempre será assim, por força de circunstancias. Veja o que diz os provérbios:

Provérbios 15,16 Melhor é o pouco com o temor do Senhor, do que um grande tesouro, e com ele a inquietação.

Sabe por quê? Porque a riqueza não é um valor em si, pois pode levar à falsidade e ao desentendimento, ao passo que o sucesso pode ser uma grande “pegadinha”, fazendo o ser humano acreditar numa falsa autoconfiança.

Provérbios 19,1 - Melhor é o pobre que anda na sua integridade, do que aquele que é perverso de lábios e tolo.
Provérbios 17,1 - Melhor é um bocado seco, e com ele a tranquilidade, do que a casa cheia de festins, com rixas.
Provérbios 11,28 - Aquele que confia nas suas riquezas cairá; mas os justos reverdecerão como a folhagem.

CONCLUSÃO

Poderíamos estudar horas sobre este assunto. É muito profundo e quaisquer pontos de vista que formos acrescentando seria importante, entretanto, deu para meditarmos um pouco sobre isto. Esperamos que tenha trazido algo mais de proveitoso para sua vida.
Nunca esqueça, seja você crente ou não, o Senhor Deus está lhe observando, não para pegar no seu pé, como se diz popularmente por aí, mas para orientá-lo e conduzi-lo da melhor maneira para que vivas bem, tenha sucesso e esteja sempre em harmonia com as demais pessoas.
Que o Senhor te abençoe e te guarde desde agora para todo o sempre. Amém.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Satanás, um inimigo astuto, estrategista, inteligente e voraz. Parte III – Batalha Espiritual – Uma guerra não natural

  Como enfrenta-lo? Como derrota-lo? Estas são as duas perguntas que levantamos no inicio desta série de estudos. Se numa batalha em que estamos vendo o adversário já é dura a batalha, imaginemos enfrentar um adversário com todas as características atribuídas ao Diabo, sem poder vê-lo.


Efésios 6: 10-17
10 No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.
14 Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida à couraça da justiça;
15 E calçados os pés na preparação do evangelho da paz;
16 Tomando, sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.
17 Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;
          Paulo diz que temos que lutar “nos lugares celestiais” (Ef 6:12b). Esta expressão pode soar estranha, mas traz para nós uma grande revelação. Os lugares celestiais se referem a uma dimensão espiritual e não material. Isso quer dizer que, para confrontar o império das trevas, temos que possuir conhecimento espiritual (revelação), discernimento espiritual e armas espirituais. Não conseguimos vitória nesta guerra a partir de recursos humanos (como influência, inteligência, força física, política, etc...). Embora Deus possa usar esses recursos, não é deles que depende o nosso êxito na guerra contra Satanás. O vídeo abaixo mostra um pouco de como é essa batalha:

           Nossa posição, ou seja, da Igreja, é uma posição de superioridade em relação ao reino das trevas, porque a Igreja do Senhor está revestida de poder e possui armas espirituais inigualáveis. Segundo a Bíblia, após ressuscitar, Cristo "assentou-se à direita do Pai nas regiões celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro” (Ef 1:20,21). Esta é a sua posição de completa autoridade. Mas a Bíblia também diz que Deus “nos ressuscitou juntamente com Ele, e com Ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus” (Ef 2:6). Portanto, nos estamos também numa posição de superioridade em relação a Satanás e seu império. Temos que aprender a tratar com ele de cima para baixo, como quem está em vantagem. Nossas armas são poderosas em Deus (II Co 10:4), temos os anjos ao nosso serviço?  (Hb 1:13,14)  13  E a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha destra, Até que ponha a teus inimigos por escabelo de teus pés. 14 Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação? E ainda em quantidade dobrada (somente um terço rebelou-se com Lúcifer) e uma autoridade diante da qual os demônios tremem: o nome de Jesus.

                 A guerra espiritual acontece todo o tempo e cessará no último dia, quando Satanás e seus seguidores serão lançados no lago de fogo eternamente (Ap 20:10). Enquanto isto não ocorrer, a guerra persistirá. Entretanto, uma guerra é feita através de uma sucessão de batalhas. Temos períodos de menor confronto espiritual e períodos de grande confronto. Paulo aconselha-nos: “Tomai toda a armadura de Deus para que possais resistir no dia mal, e havendo vencido tudo, permanecer firmes” (Ef 6:13). Entenda “dia mau” aqui como tempo de fortes confrontos espirituais, quando precisamos de vigilância redobrada e de grande esforço para fazer prevalecer o Reino de Deus.
Há ocasiões em que a atitude da Igreja é uma atitude de vigilância para apenas preservar o espaço conquistado. Isso pode acontecer em todos os níveis (pessoal, familiar, congregacional, a igreja numa localidade ou nação, etc...). Em outras ocasiões, somos atacados pelo inimigo e temos que nos defender com esforço. Em outras situações, estaremos avançando como Reino de Deus e teremos que provocar batalhas, anulando posições em que os demônios mantêm controle.
2 Coríntios 10:4: Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas;
Outro fator que compete a nosso favor é a Resistencia. O reino das trevas não consegue nos atacar ou impedir indefinidamente. Sua munição e força são limitadas. Por isso Paulo diz que, se atacados, devemos resistir até que passe o “dia mau” (e ele passará). Tiago assegura: “Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4:7). Isso deve nos levar a entender que um dos segredos para a vitória é a perseverança. Sem ela, podemos sucumbir diante de ataques adversos ou desistir de conquistas possíveis.


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Satanás, um inimigo astuto, estrategista, inteligente e voraz. Parte II – Estratégia de Organização do Reino das Trevas

          Primeiramente, gostaria de compartilhar com você, que o Diabo pode ser estrategista e organizado, mas se você fizer a vontade de Deus tais estratégias não lhe atingirá, tenha certeza disto. 



Assista a este vídeo que lhe dará uma ótima dica: Demora um pouco mas vale a pena.



Efésios 6, 10-12 

            O Apóstolo Paulo nos fala a respeito dessa batalha espiritual, então, na parte III desse estudo veremos como enfrentar as astucias do inimigo e quais as armas.
Quando falamos em batalha lembramo-nos das palavras conflito ou guerra. Se há conflito ou guerra e se há dois reinos envolvidos na questão, lembra exercito. Havendo exércitos há uma organização e dentro de uma organização tem uma hierarquia. Na parte I deste estudo vimos à definição, segundo Aurélio, de Estratégia que tem haver com organização militar: Ciência das operações militares. Combinação engenhosa para conseguir um fim.
              Há uma impressionante organização hierárquica no exército inimigo. Paulo afirma que temos que combater em vários níveis: “contra os principados, contra as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as hostes espirituais da maldade nas regiões celestes” (Ef 6:12). Poderíamos dizer que nossa missão não é apenas anular “soldados rasos” sem muito poder de fogo, mas capturar poderosos comandantes do mal no mundo espiritual.
              Certa vez os discípulos de Jesus foram por Ele enviados e, depois de algum tempo, voltaram cheios de entusiasmo dizendo: “Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos submetem! Disse-lhes Jesus: Eu via Satanás, como um raio, caindo do céu. Eis que vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e toda força do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lc 10:17-19). O que Jesus está afirmando é que temos poder, não apenas para dominar espíritos rastejadores, demônios de menor escalão, mas para vencer qualquer nível de poder maligno, inclusive abalar Satanás, o maioral dos demônios.
Paulo citou quatro níveis ou hierarquias de poderemos malignos. A Igreja deve atuar não apenas nos níveis mais baixos, como acontece com a libertação de indivíduos, mas nos níveis superiores, que envolvem guerra espiritual por territórios e nações. Vamos procurar entender cada um dos termos usados pelo apóstolo:

1. PRINCIPADOS – Paulo expõe a hierarquia demoníaca em ordem decrescente de poder neste texto bíblico. O nível mais elevado citado é o dos principados. São espíritos malignos de grande poder, verdadeiros governadores das trevas, responsáveis por comandar as forças do mal sobre nações ou grandes áreas geográficas. O termo grego no original (“arché”) traz o sentido de começo, origem, causa ativa, pessoa ou coisa que começa algo. Isso nos faz pensar que os principados são comandantes sobre os demais demônios numa determinada nação ou grande área e estão sob comando direto de Satanás.
Temos uma clara visão sobre o assunto quando estudamos o capítulo 10 de Daniel. O profeta estava orando e jejuando por uma causa havia vinte e um dias, quando um anjo do Senhor lhe chegou com a resposta. Suas palavras são reveladoras: “Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e, por causa das tuas palavras, é que eu vim. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia. Agora, vim para fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo nos últimos dias; porque a visão se refere a dias ainda distantes” (Dn 10:12-14). Perceba que este “príncipe da Pérsia” não poderia ser um homem, uma vez que teve o poder de deter um anjo de Deus por vinte e um dias! Tratava-se, na verdade, de um governador espiritual, um espírito maligno de grande poder que comandava o plano satânico na Pérsia. Isto nos leva a entender que há principados sobre as diversas nações, que precisam ser discernidos e confrontados pela Igreja. O mesmo anjo que falou a Daniel, referiu-se ao “príncipe da Grécia” (Dn 10:20), confirmando esta ideia de governadores territoriais que envolve os principados.

2. POTESTADES – As potestades (“exousia” no grego) são espíritos investidos de grande poder para coordenarem as ações do mal em relação a um assunto específico. Enquanto principados dominam áreas geográficas ou territoriais, potestades comandam determinados tipos de ação.
Por exemplo, uma potestade de violência comandaria grandes quantidades de espíritos malignos na fomentação da violência em um lugar. Potestades de perversão sexual fariam o mesmo em relação à imoralidade e assim por diante.
          Atualmente no mundo, infelizmente até mesmo nas igrejas, já não mais se valoriza a virgindade. Pais fazendo de conta que não sabem pastores, padres, enfim. Está se transformando numa coisa normal, vem aí outra onda em relação ao homossexualismo, onde vamos parar? Será que não estamos dando motivos para as potestades comemorarem rindo de nossa cara, Igreja?
           Corrupção também está nesse contexto. Vira assunto de verdadeiras batalhas políticas entre partidos de situação e oposição que não dão em nada. Corruptos presos e soltos rapidamente, outros não punidos. Guerras de palavras inúteis porque se trata de uma batalha espiritual, mas ao invés disto, os políticos esfomeados pelo poder, ignoram a causa espiritual mais importante travando uma batalha politica de baixo nível, como ocorreu nas ultimas eleições no Brasil. CPI’s, partidos novos, investigações, processos, tudo isto enche o prato das potestades que alimentam disto, quando se a nação orasse, resolveria o problema.

3. DOMINADORES DO MUNDO TENEBROSO – Imaginamos que os “dominadores do mundo tenebroso” a que Paulo se refere sejam demônios envolvidos diretamente com missões entre os homens, espíritos que obedecem a comandos de potestades e têm sob sua ordem outros subordinados malignos.
            Esses demônios quando investem contra determinadas regiões provocam grandes conflitos urbanos, por exemplo, guerras de facções criminosas, entram as policias, muitas vidas se perdem nesses conflitos, muitas famílias são destruídas, daí por diante.
            As potestades podem também lançar sobre uma determinada uma fação de dominadores que se juntam com os espíritos imundos e provocam ondas de assassinatos em série, suicídios, assaltos, etc. Essas ondas podem durar dias, meses, anos e ate séculos.
            Até divisões em igrejas podem ocorrer durante ondas de ataque do inimigo. Isto ocorre quando uma determinada igreja está experimentando grande crescimento e uma grande importância para o engrandecimento do evangelho. Nesse momento sua liderança, movida de grande entusiasmo, se esquece dos cuidados que o Cristão deve ter no tocante a vigilância, e, sendo uma região ou bairro uma importante zona estratégica, atacam impiedosamente.

4. HOSTES ESPIRITUAIS DA MALDADE – As “hostes espirituais da maldade” são os espíritos que perturbam e dominam a vida de muitos homens. Jesus os chamava de “espíritos imundos” (Mt 12:43), talvez pelo seu caráter rasteiro. É provavelmente neste nível que milita a maioria dos espíritos que provocam endemoninhamento em pessoas. São estes seres que perturbam cultos e tentam chamar atenção para si, para que as pessoas percam o foco na palavra que está sendo pregada.
            Devemos ter um grande cuidado nestas manifestações, pois se o Diabo é o pai da mentira, por que então dar oportunidade para que espíritos imundos fiquem falando na igreja? Aquele demônio mentirá que está fazendo isto ou aquilo e as pessoas dando crédito à palavra de um mentiroso.
Existe ainda outro problema que vale a pena trazer a este palco de discussão. Trata-se do fato de que as                  igrejas neopentecostais especializaram-se em prover soluções simbólicas para os mais variados problemas. Seu discurso fornece sentido, orienta e ajuda as pessoas a resolverem e contornarem suas aflições cotidianas. O diabo torna-se a causa principal de todos os males, sejam eles materiais, espirituais ou existenciais. A necessidade de retirá-lo, libertar-se, faz-se, então, fundamental.
               O discurso neopentecostal faz sucesso porque o mal pregado por eles é vivido bem de perto por seus fiéis, seja no dia a dia (enfermidades, baixos salários, desemprego, brigas etc.) ou por conta de resquícios da sua religião anterior. Percebemos que o poder divino é, no entanto, limitado pelo livre-arbítrio, que deixa uma parcela de responsabilidade para aquele que pratica os atos. Assim, ser pentecostal é muito mais do que passar a ter fé em algo em que antes não se acreditava, é necessário aderir a um sistema simbólico, uma escala de valores, mudar de comportamento, de estilo de vida e de visão de mundo.
                 Assim, resolvem em parte, mas não totalmente o problema, tendo em vista que aquele novo adepto adquiriu resistência e o Diabo fugiu dele, mas outros não adeptos continuam amargando as consequências da ação do mal. A doutrina Cristã ensina que o papel do cristianismo é o bem geral da coletividade.
        O vídeo abaixo é uma prova que essa hierarquia funciona e infelizmente atinge igrejas do meio evangélico, que por egoismo de sua liderança e insistencia em não enxergar a verdade bíblica por querer ser diferentes, caíram na armadilha satanica, pregando crendices.

    
    Quer satisfazer ainda mais sua curiosidade? Acesse o link abaixo e saiba até os nomes dos demõnios responsáveis por cada área do reino das trevas.
http://www.espada.eti.br/n1050.asp     clique a esquerda no link

Sete principados
Continuaremos. Aguardem.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Satanás, um inimigo astuto, estrategista, inteligente e voraz.


Afinal, quem é Satanás, qual sua origem e como ele atua. Ele tem poder? Quais? Como enfrenta-lo? Como derrota-lo?
Satanás, adversário ou diabo ou inimigo por causa de suas disposições hostis, promovendo todo o tipo de impiedade, opondo-se a Deus e aos homens. É um astuto estrategista que veio matar, roubar e destruir.
João 10.10 "O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir...”.
            Antes de tornar-se Satanás, o adversário era Lúcifer, que significa portador de luz. Ele era um anjo perfeito e bom; o feridor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura –.
Ezequiel 28.12; "Você era o modelo da perfeição, cheio de sabedoria e de perfeita beleza." o querubim ungido para proteger, estabelecido no monte santo de Deus, no meio das pedras afogueadas.
            “Lúcifer era perfeito desde o dia em que foi criado, até que pecou”. Ezequiel 28.14-15
Você foi ungido como um querubim guardião, pois pra isso eu o designei. Você estava no monte santo de Deus e caminhava entre as pedras fulgurantes. Você era inculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado até que se achou maldade em você
Ao rebelar-se contra Deus, foi expulso do céu. Na queda, arrastou consigo um terço dos anjos. Até então ainda não havia a criação, nem o homem existia –.
Isaías 14.11-15 "Sua soberba foi lançada na sepultura, junto com o som das suas liras; sua cama é de larvas, sua coberta, de vermes. Como você caiu dos céus, ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foi atirado a terra, você, que derrubava as nações! Você, que dizia no seu coração: 'Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo. ' Mas às profundezas do Sheol você será levado, irá ao fundo do abismo.”.
            Lucas 10.18 "Ele respondeu: Eu vi Satanás cair do céu como um relâmpago...”.
Judas 1.6 "E, quanto aos anjos que não conservaram suas posições de autoridade, mas abandonaram sua própria morada, ele os tem guardado em trevas, presos com correntes eternas para o juízo do grande Dia".
Sendo assim, Satanás não é apenas um princípio ou uma força do mal ou do caos que atua no universo com a permissão e o propósito de Deus, como pensam alguns; ele é um ser espiritual.
Devemos estar alertas e vigilantes como nos orienta o Apóstolo em I Pedro 5.8 - O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar.
Apocalipse 13.1-3 "Vi uma besta que saía do mar. Tinha dez chifres e sete cabeças, com dez coroas, uma sobre cada chifre, e em cada cabeça um nome de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a um leopardo, mas tinha pés como os de urso e boca como a de leão. O dragão deu a besta o seu poder, o seu trono e grande autoridade. Uma das cabeças da besta parecia ter sofrido um ferimento mortal, mas o ferimento mortal foi curado. Todo mundo ficou maravilhado e seguiu a besta.”.
            Segundo Aurélio, as características da personalidade do Diabo tem praticamente o mesmo sentido que acabamos de ver na versão bíblica. Vejamos:
Significado de Astucia
·         Manha ardilosa e sutil.
·         Estratagema.
Significado de Estratagema
·         Ardil de guerra.
·         Engano feito com arte.
·         Maquinação.
·         Astúcia.
·         Fingimento (para conseguir um fim).
Significado de Voraz
·         Que come com sofreguidão; que devora.
·         Que engole, sorve, traga ou afunda.
·         Insaciável.
·         Destruidor, consumidor.
·         Rapace, ávido.
·         Que gasta, arruína, destrói.
Significado de ávido
·         Que tem avidez.
·         Sequioso, muito desejoso.
·         Que não se farta.
·         Insaciável.
Significado de Estratégia
·         Ciência das operações militares.
·         Combinação engenhosa para conseguir um fim.
Vimos até aqui quem é o inimigo, qual sua origem e como ele atua. Agora veremos a resposta para as seguintes indagações: Ele tem poder? Quais?
Antes de tudo, um alerta. Sabemos que Satanás é um anjo. Anjo caído, mas não deixa de ser. A Bíblia nos adverte contra recebermos doutrina falsa de supostos anjos: Gálatas 1 - 8Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!”. Paulo faz essa advertência porque sabe que há possibilidade de engano. Ele diz: “Isto não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz” (2 Co 1 1.14). De modo semelhante, o profeta mentiroso que enganou o homem de Deus em l Reis 13 disse: “Eu também sou profeta como você. E um anjo me disse por ordem do SENHOR: ‘Faça-o voltar com você para a sua casa para que coma pão e beba água”'(l Rs 13.18). Todavia, o texto da Escritura imediatamente acrescenta no mesmo versículo: “Mas ele estava mentindo”.
Esses são exemplos de doutrina ou orientação falsa sendo transmitida por anjos ou pessoas assegurando que anjos lhes falaram. É interessante que esses exemplos mostram a possibilidade clara de engano satânico tentando-nos a desobedecer aos ensinos claros da Escritura ou às ordens claras de Deus (cf. l RS 13.9). Essas advertências devem guardar qualquer cristão de ser enganado, por exemplo, pelos ensinos dos mórmons, que dizem que o anjo Moroni falou a Joseph Smith e lhe revelou a base da religião mórmon. Tal “revelação” é contrária aos ensinos da Escritura em muitos pontos (com respeito a doutrinas como a Trindade, a pessoa de Cristo, a justificação pela fé somente, e muitas outras), e os cristãos devem ser advertidos para não aceitar tais declarações.
Dou graças a Deus por não pertencer a uma igreja que tem origem numa que faça parte da estratégia do diabo. Louvo a Deus pela Igreja Metodista que tem sua origem na ortodoxia britânica. Veja o vídeo a seguir:


            Agora veja no arquivo deste blog clique aqui http://ppevangelistico.blogspot.com.br/2014_01_01_archive.html sobre os santos e a idolatria e veja algo que poderá ajuda-lo nas suas conclusões.
Este estudo continua. Aguardem.