domingo, 30 de setembro de 2018

ARREPENDIMENTO - QUEM PRECISA DESTA ATITUDE?

    A vida vai muito bem, obrigado?  Está vivendo a vida intensamente? Seu negócio é aproveitar a vida pois a morte é certa? Acredita que há necessidade de fazer algo pela sua alma ou não?
    Para todas estas perguntas talvez você nunca tenha parado pra meditar. Só uma coisa posso lhe dizer. Quer você acredite ou não um dia, após a sua morte e ressurreição, há de passar diante de Deus para ser acolhido por Ele para a eternidade ou ser julgado por Ele para a condenação eterna.
    Pegue sua bíblia, qualquer uma versão, pois ela não é livro de religião e medite nos textos a seguir e encontrarás a resposta para todas as questões levantadas acima.
    São esses os textos:
    Romanos 3, 23
    Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus
    Isso por causa de nossa natureza humana ruim, pecaminosa. Muitos chamam de pecado original. Todos nós nascemos nessa mesma condição.É necessário que nasçamos de novo
para nos libertarmos dessa condição original. Vejamos essa história:
    João 3, 1-21
    E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.
Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.
O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim étodo aquele que é nascido do Espírito.
Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso?
Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto?
Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho.
Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?
Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.
E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;
Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.
Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.

    Não há necessidade que eu escreva mais nada. Os textos são claros. Basta absorvê-los em sua mente e deixá-los entrar em seu coração. Viva para Jesus. Não tem outra saída, a não ser que desejes ser condenado pra sempre e passar sua eternidade ardendo nas chamas do inferno. Você é livre. Faça a melhor escolha.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Destino, sorte ou azar? E as circunstancias?

            Você acredita em destino, sorte ou azar? E nas circunstancias que ocorrem em torno de nós promovendo ou interferindo para acontecimentos de importância em nossas vidas?


É bem comum as pessoas creditarem algum resultado em suas vidas à sorte ou ao azar. Faz parte do senso comum essa espécie de convicção, e "sorte" e "azar" são muitas vezes usados como explicação, justificação, desculpa consolo e afins para várias situações, inadvertidamente. Qual a razão desses termos?
A palavra sorte vem do Latim sors, que significa “parte, porção, o que cabe a cada um”. Com o tempo, seu significado passou exclusivamente a denotar “boa sorte, fortuna”. Já a palavra azar vem do Árabe sahr, “flor”, pois uma das faces dos dados árabes tinha o desenho de uma florzinha. Em Espanhol, essa palavra tem uma conotação diferente da nossa; quer dizer “acaso”, sem definir se é bom ou mau. Por fim, acaso vem do Latim a casu, “por acaso”, onde casu quer dizer “possibilidade, acontecimento” e deriva de cadere, “cair”. Não é uma noção interessante, a de comparar o acaso a algo que “cai” na nossa frente?
Pois bem. Vejamos os conceitos desses dois termos, na atualidade de acordo com o Dicionário Aurélio. Começamos com o conceito de sorte: "Força que determina ou regula tudo quanto ocorre, e cuja causa se atribui ao acaso das circunstâncias ou a uma suposta predestinação; Destino". Assim, podem-se conceber alguns exemplos: ganhar na loteria; passar em um concurso; vencer um jogo; etc.
Qual o significado de azar: "Má sorte; fortuna adversa; caiporismo". Fortuna adversa é um acontecimento fortuito adverso, uma causalidade adversa. Caiporismo significa "má sorte ou infelicidade constante em acontecimentos fortuitos". Exemplos de azar: pneu do carro furar na estrada, não se sair bem em uma prova; tomar chuva em um dia em que saiu de casa sem guarda-chuva; etc.
            Com base em tudo que vimos até agora podemos novamente questionar: será que sorte e azar existem mesmo? Vejamos nesse vídeo o que a palavra de Deus nos mostra nesse contexto,


                Voltaremos noutra oportunidade discutindo uma sequencia deste importante assunto. Aguardem até breve!

domingo, 7 de dezembro de 2014

Amor sim, aventura não

          Para ser bem sucedido numa relação seria um resultado de uma aventura que deu certo ou prevalece o amor verdadeiro como fundamento da felicidade?
Muitas vezes, dizemos estar apaixonados, outras dizemos estar amando. Então, qual a diferença desses dois estados que mexem com nosso emocional?
         APAIXONAR-SE é o fogo, calor, o apego desmedido, o ciúme sem sentido, a posse, a dor, um furacão. A palavra de Deus nos orienta a fugir das paixões. Muita gente acha que passando o tempo essa paixão desmembra, trazendo a confiança, o respeito, o carinho maior que tudo, um sentimento concreto, ternura, florescendo o mais belos dos sentimentos o AMOR. Será verdade ou um engano emotivo? Vejam nos outros estudos aqui neste blog que o fundamento do amor não passa nem de longe pela paixão que fundamenta-se na emoção, nunca na razão.
          O verdadeiro amor, este sim, que é lindo, acalma o coração, faz vivermos nas nuvens, obrigando-nos a ficarmos horas acordados, lembrando-se dos bons momentos, sem, entretanto tirar os pés do chão atentos as orientações da palavra de Deus.
          O amor é lindo, puro, duradouro, despertando a vontade de estar ao lado da pessoa amada, fazer-lhe surpresas, acreditar, é o desejo, é o sexo, é amizade, é contar histórias malucas, dar risadas juntos, sorrir e achar graça do pequeno e mais banal gesto já feito. É o impulso de ligar para ouvir a voz do outro lado da linha, ou apenas para dizer um “OI”, é sentir saudades, deixando escapar sempre um “EU TE AMO” sem esperar um “Eu também”. Também é interceder sempre pela pessoa amada para que a benção do amor conjugal possa permanecer inabalável diante das tantas perseguições que surgem ao longo do caminho que ambos percorrem.


            O amor verdadeiro não consiste apenas no fato de ficarem horas e horas abraçadinhos olhando para o céu escolhendo a mais brilhante das estrelas e nomeando-a como “NOSSA”. Ou trocando carícias, parados sem fazer nada, apenas “existindo”.
PAIXÃO é ardente, AMOR é sereno, fundamenta-se nos preceitos da palavra e cresce com o sorriso do dia a dia, com o viver.


           Não perca o seu tempo vivendo aventuras que só te levarão a perder a oportunidade de, sob a luz da palavra de Deus, viver seu grande amor. Será que vale apena trocar uma vida inteira por um simples momento de prazer? A resposta sua provavelmente será não. Mas o que você está fazendo para se livrar disso?
Continuaremos a falar desse assunto. Aguardem!

domingo, 30 de novembro de 2014

Amor – Fundamentado na palavra de Deus - Estudo V

            O Fantástico está debatendo este tema dando ênfase a paixão e loucuras de amor. Você busca a felicidade conjugal? Quer um amor verdadeiro, duradouro, indestrutível? Quer um dia ter um casamento bem sucedido?
Vimos até aqui nesta série de estudos sobre o amor que o mundo tem uma enorme dificuldade em defini-lo, porem, vamos concentrar em um texto bíblico e três palavras gregas.
Em I Coríntios 13:4-7, a Bíblia nos fala sobre o amor. Ela diz que: "O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."
No grego antigo, três palavras que significam amor: "Eros", "Phileo" e "ágape". Eles usavam a palavra de acordo com o tipo de amor a que estavam se referindo.
A primeira palavra "Eros" se referia ao amor sexual e, como sabemos, deve existir dentro do casamento. Não deve ser este sentimento erótico o fundamento, a base de tudo. O amor “Eros”, sozinho, sem o que a bíblia ensina pode culminar numa louca e desenfreada paixão, letal para sua vida secular e espiritual.
A segunda palavra "Phileo" significava o amor que existia entre pais e filhos, e entre irmãos. Este tipo de amor, que se desenvolve com o tempo, também deve existir no casamento.
Por último, temos o amor "ágape" que é o mais profundo e o mais sublime de todos. Este amor sempre caracterizou Deus. Em João 3:16a Bíblia nos mostra o tão grande amor do nosso Deus quando diz: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho...”.
Existe maior amor do que este? Encontramos também este amor expresso em I Coríntios 13:4-7. Um casamento fundamentado no AMOR ÁGAPE pode sobreviver a qualquer tipo de tempestade, desencontros, desavenças, etc. Se alicerçamos nosso casamento no AMOR ÁGAPE, a palavra de Deus se torna realidade quando Ele diz: "o amor nunca acaba". Certamente este tipo de amor precisa ser aprendido e esta aprendizagem exige muito esforço e conhecimento. Todos precisamos aprender a amar. Mas, para que um casamento seja feliz é necessário existir estes três tipos de amor.


Em I Coríntios 13:4-7, Deus nos mostra algumas características do amor que eu e você devemos expressar em nossas vidas:
      I.        A Bíblia nos diz primeiramente que o amor é SOFREDOR. Se temos dentro de nós esta qualidade de amar alguém, então dificilmente ficaremos zangados, nunca levantando a voz ou perdendo a calma.
     II.        Em seguida, aprendemos que o amor é BENIGNO. Se temos esta tão preciosa característica, então somos uma pessoa bondosa e criativa em pôr nossa benignidade em prática. Procuraremos sempre elogiar em vez de criticar. A gente ve sempre, na outra pessoa, algo positivo.
    III.        A Bíblia nos ensina também que o amor NÃO É INVEJOSO. Possuindo este tipo de amor, não ficamos com ciúmes quando a outra pessoa tem, por exemplo, um emprego melhor do que o meu; não ficamos inseguros se a outra pessoa é mais capacitada ou mais atraente do que eu.
   IV.        O amor NÃO TRATA COM LEVIANDADE. Se realmente amo, como digo, então não procuro ser o centro das atenções nas conversas, nem me gabo das minhas habilidades, fazendo com que nosso parceiro se sinta inferior ou deixado de lado.
    V.        A Bíblia continua dizendo que o amor NÃO SE ENSOBERBECE. Se tiver este tipo de amor, então não sou pessoa orgulhosa, nem arrogante diante de quem amo. Não espero bajulação para fazer o que é de minha responsabilidade. Não procuro fama para mim mesma.
   VI.        O amor NÃO SE PORTA COM INDECÊNCIA. Com esta outra característica do amor, não somos grosseiros para com a pessoa que amamos. Não somos sarcásticos nem críticos. Procuramos, cada vez mais, demonstrar o amor com cortesia.
  VII.        Na Palavra de Deus vemos também que o amor NÃO BUSCA OS SEUS INTERESSES. Este tipo de amor não é "auto centralizado" mas "outro-centralizado". Não me centralizo nem focalizo em mim, mas sim naquele a quem amo, buscando seu bem eterno, suas necessidades reais-eternas. Estou sempre procurando descobrir os interesses dele. Não sou possessiva com aquela pessoa que amo, não vivo exigindo os meus direitos e querendo que faça a minha vontade.
 VIII.        Aprendemos ainda que o amor NÃO SE IRRITA. Se amar, não me exaspero, nem fico uma pessoa facilmente amargurada. Se amar não procuro ficar sempre na defensiva, nem sou supersensível.
   IX.        O amor NÃO SUSPEITA MAL. Se amo verdadeiramente, tenho que demonstrar que, de todo meu coração, confio em quem amo e tenho dentro de mim a capacidade de perdoar. Não procuro me vingar pagando o mal com o mal.
    X.        A Bíblia nos diz que o amor NÃO FOLGA COM A INJUSTIÇA. Com este amor na minha vida, nunca vou me regozijar quando a pessoa que amo falha, nem quando recebe a justa punição, muito menos quando recebe injustiça, seja ela pequena ou grande.
   XI.        O amor FOLGA COM A VERDADE. Se for só a pessoa que amo que recebe o elogio ou recompensa que em parte também caberia a mim, eu assim mesmo me alegro.
  XII.        Deus nos ensina que o amor TUDO SOFRE. Se amar, sou capaz de suportar qualquer tipo de provação ou angústia pelo bem daquele a quem amo.
 XIII.        O amor TUDO CRÊ. Com este amor, confio na pessoa que amo. Creio nela e no seu valor diante de Deus.
XIV.        O amor TUDO ESPERA. Está-se realmente amando, creio que Deus está agindo na vida da pessoa que amo, trabalhando e moldando como o oleiro faz com o barro. Nunca desanimo.
 XV.        O amor TUDO SUPORTA. Pela pessoa que amo sou capaz de tudo suportar. Não desanimado nem triste. 
           Finalmente, podemos dizer que o AMOR ÁGAPE é aquele amor que se dá e se sacrifica pelo mais alto bem da outra pessoa. Tal sublime amor prático é completamente abnegado, ou seja, busca o que é melhor para aquele que ama. O AMOR ÁGAPE também é dedicado, ou seja, continua amando aconteça o que acontecer.
          Um excelente treinamento para o casamento: "Mostre amor pelas pessoas da sua família. Lembre-se que você não tem que esperar até 'sentir' amor. Aja agora e procure amá-las. Em I Coríntios 13:4-7, a Bíblia nos fala sobre o amor. Ela diz que: “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece”. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”.
         Um excelente treinamento para o casamento: “Mostre amor pelas pessoas da sua família”. Lembre-se que você não tem que esperar até 'sentir' amor. Aja agora e procure amá-las.
Este assunto continua. Aguardem!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

AMOR OU PAIXÃO - RELACIONAMENTOS PERIGOSOS - Estudo IV

          Amor e Paixão são a mesma coisa? Como amar de verdade e ser amado ou amada. Aqui encontraremos dicas sob a ótica da ética Cristã, para que fiquemos atentos aos perigos que a vida nos oferece.
        Paulo, escrevendo a segunda carta a Timóteo, capítulo 2, versículo 22   Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.
         Timóteo, um jovem  evangelista estava sendo orientado pelo Apóstolo sobre o perigo das paixões. Muitos jovens, desorientados, se entregam a paixões pensando que, apaixonados, estão amando de verdade e assim, desobedecem pais, precipitam relações e até se casam e depois vem a realidade, quebram a cara e sofrem as consequências da loucura: divórcios,  problemas domésticos, violências, etc.
         Efésios 5:3 nos diz: “Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos.” Qualquer coisa que possa apenas “sugerir” imoralidade sexual é inadequada para um cristão. A Bíblia não nos dá uma “lista” do que se qualifica como “sugestão” ou tampouco nos diz especificamente quais são as atividades físicas aprovadas para um casal antes do casamento. Contudo, o fato de a Bíblia não mencionar especificamente o assunto não significa que Deus aprove atividades “pré-sexuais” antes do casamento. Em essência, as “preliminares” existem para que você fique “pronto” para o sexo. Logicamente, então, as “preliminares” devem ser restritas aos que forem casados. Qualquer coisa que possa ser considerada como “preliminar” deve ser evitada antes do casamento (não há necessidade de entrarmos em detalhes).

         Toda e qualquer atividade sexual deve ser restrita a casais (marido e esposa). O que pode fazer um casal antes do casamento? Um casal, antes do casamento, deve evitar qualquer atividade que os tente em direção ao sexo, que dê a aparência de imoralidade ou que possa ser considerada como parte de “preliminares”. Eu, pessoalmente, aconselharia veementemente um casal a não ir além de dar as mãos, abraçar e beijar “levemente” antes do casamento. Quanto mais um casal (marido e esposa) tiver a compartilhar exclusivamente entre si, mais especial e único será o relacionamento sexual dentro do casamento.

          No vídeo abaixo, o Pastor Silas Malafaia nos dá a noção exata de tudo que precisamos saber sobre este assunto, para que sejamos felizes. Amém!


          Assim, começamos entender bem que amor é amor e paixão é paixão. Esses dois sentimentos não podem caminhar lado a lado. Vamos continuar falando de amor, um nobre sentimento capaz de transformar o mundo. Até breve!

sábado, 15 de novembro de 2014

Amor, grande amor,... ESTUDO III – PARA OS QUE O AMAM: amor Agape e Phileo.

Falar de amor, sobre o amor é sempre bom. Ainda mais falar de um amor verdadeiro, puro, sem fantasias, que é aquele amor entendido a luz da palavra de Deus. Vamos lá?
“Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas” (João 21:17)
“Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviram, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (I Coríntios 2:9).
Pedro fazia parte do ciclo íntimo de Jesus e, como tinha um caráter maleável, estava ainda sendo tratado pelo Mestre. Permaneceu inconstante em todo o ministério de Jesus e assim foi até a sua morte na cruz quando o mesmo o negou três vezes.
Mas no capítulo 21 de João, Jesus havia já ressuscitado e se revelado a toda sua igreja e, sendo assim, Pedro seria intimamente tocado pelo Senhor Jesus. Interessante que Pedro estava satisfeito com o que seus olhos viam e com o que seus ouvidos ouviam, pois o mestre estava ali ressurreto e glorificado, tanto que na primeira pergunta de Jesus para ele foi fácil responder: “Senhor, tu sabes que te amo”.
Mas, como Pedro era bastante maleável, no mesmo capítulo, no versículo 3, Pedro havia dito: “vou pescar”. Ainda não tinha entendido o seu chamado e a sua ordenação e, por pouco, voltava à pesca e ao lugar de onde Cristo havia o tirado. Diante de um momento confuso, Pedro estava regressando ao seu lugar de origem.
Mas Jesus estava ali e tinha um propósito na vida de Pedro, pois, embora seja fácil para nós esquecermos o chamado e as promessas de Deus, o mesmo Deus não muda e mantém firme a sua Palavra. Jesus chamava Pedro, então, para uma conversa que marcaria muito sua vida.
Jesus, diante da congregação, chama Pedro e pergunta: “Simão Pedro, amas-me?”. Jesus queria ouvir da boca de Pedro sobre esse amor.
Sobre o amor que Jesus questionou a Pedro na primeira e na segunda pergunta é importante afirmar que se trata de um amor interessante e maravilhoso. O termo usado foi “agapao” de “ágape”. Era um termo muito abrangente, tão abrangente que o homem Pedro teve certa facilidade em responder. O termo “agapao” de “ágape” nos ensina sobre um amor muito profundo e remete sempre ao amor de Deus ao homem, amor de Cristo à Igreja, etc. É aquele amor que estamos acostumados a cantar em louvores. Muitos estampam esse amor em camisas, outros falam tão facilmente em seus sermões. É o amor que um dia o Senhor Deus nos amou, por isso não requer de nós tão grande compromisso, afinal, Deus nos amou e isso não muda. Ele nos amou primeiro.
Trata-se também de um amor moral e social, mas, demonstra um amor profundo que levou o próprio Cristo se entregar pela Igreja. Não houve nenhum trabalho nosso para que fosse cumprido o plano da redenção, aliás, a única participação nossa foi no pecado que levou o Filho do Homem à cruz. Então, hoje nos é fácil abrir a boca e dizer: “Senhor, eu te amo”! Muitos fazem com sincera devoção, outros nem tanto.
Naquela circunstancia onde se encontrava Pedro estava fácil e propício responder a essas duas perguntas de Jesus: “te amo”, pois se tratava de um amor ainda superficial para Pedro (mesmo no seu significado profundo).
Muitos têm respondido as duas primeiras perguntas de Cristo, mas não conseguem responder a terceira.
As duas perguntas iniciais estão sendo respondidas nas camisas com inscrições de “Deus é fiel”, “eu amo Jesus”, nas bandeiras e faixas da ‘Marcha pra Jesus’, tem sido respondidas nos shows evangélicos onde muitos choram e se quebrantam de emoção, etc.
Essas duas primeiras perguntas não entristeceram a Pedro porque parecia óbvio responder naquela hora: “Eu te amo, Jesus”, pois Pedro estava ali cara a cara com o seu Mestre e no meio da congregação.

Mas, independente da resposta sendo fácil ou não, Jesus escutou-a com amor e disse: “APASCENTA AS MINHAS OVELHAS”. Jesus estava passando a responsabilidade para a Igreja, pois Ele iria ao Pai. A tarefa de levar o Evangelho e apascentar seria, a partir daquele momento, da Igreja. Mas para que esse trabalho venha a ser feito, temos que conhecer esse amor perguntando nas duas primeiras perguntas. Correspondia ao amor de Cristo à sua Igreja, agora a mesma igreja teria que amar e trabalhar para aqueles que ainda viriam pertencer ao rebanho de Deus, pois eram os amados e escolhidos do Senhor.
“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine”. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
“Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. (1 Coríntios 13:1-7).

A obra de Deus é realizada com amor. Mas a terceira pergunta entristeceu muito a Pedro, porque se tratava já de outro tipo de amor, muito mais envolvente e que, diferente do amor nas duas primeiras perguntas, envolvia nesse a participação do crente. “Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me”? O amor que foi empregado na terceira pergunta já era diferente das duas primeiras. Tratava-se do amor “Phileo”.
Phileo, na verdade, é um resultado de ágape. Ágape é um termo abrangente e conhecido como um amor superior na cultura cristã, porem Phileo é o amor ágape na prática diária. É a prova de que se ama de forma ágape. Poderíamos até arriscar dizer que ‘agapao’ é um amor abrangente e teórico, teológico, ético, social e moral, mas, Phileo é a prática disso tudo. Não parte e nem nasce propriamente do homem, mas lhe é dado para assumir sua posição de ‘crente’ e carregar a cruz. Sem esse amor (Phileo) não se carrega a cruz de Cristo. Significa: “gostar muito de alguém”, “querer viver com o outro”, “relacionamento”, “compromisso”, “amizade”, “pacto e amor”, enfim, “relacionamento”.
Jesus então, com a terceira pergunta, não quis saber de Pedro se o mesmo era simplesmente um cristão definido e convencido da verdade, mas quis saber se Pedro o amava a ponto de andar com Ele, se relacionar com Ele, ser amigo, ser íntimo, morrer pelo nome dele.
Isso entristeceu Pedro. Por certo, Pedro não se sentia ainda preparado. Poderíamos conjecturar que Pedro caiu em si nesse momento e viu que não era tão fácil à carreira que havia sido-lhe proposta.
Jesus perguntava dessa forma: “Pedro, quer ser meu amigo” ou “quer ter um relacionamento comigo” ou até mesmo “Pedro, quer viver só para mim”? Responder a essa pergunta é difícil demais... Pedro nessa hora foi confrontado. Pois seu amor ainda não era um amor capaz de fazê-lo renunciar tudo (inclusive a vida) para viver a vida de Cristo. Mas, seu coração se fez humilde e o seu homem interior já quebrantado com a presença de Deus disse: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. Pois era isso que Pedro, mesmo não sendo tão capaz, queria.
Ele tinha o desejo de servir ao Senhor com toda a sua alma e entendimento. Foi assim também com Davi no salmo 139:23: “sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos”. Inclusive, na terceira pergunta Jesus se dirigiu mais intimamente, tocou na identidade de Pedro: “Simão, filho de Jonas”. Só quem teve a identidade confrontada um dia pelo Espírito Santo, pode realizar a obra do Senhor, fazendo a sua vontade e dele ser amigo. Na terceira pergunta, quando Jesus usava a expressão "Phileo" e perguntava Pedro se esse queria, de fato, um relacionamento com Ele, Pedro se via incapaz de tal voluntariedade e é nesse momento que a graça de Deus se mostra, pois, sem dúvidas, é Deus quem nos escolhe e não nós a Deus.
Mas, antes, há a remissão dos pecados, logo, o chamado para o serviço na obra de Deus. A resposta de Pedro ("senhor tu sabes tudo") mostra exatamente o seguinte: Deus conhece o que há e o que se passa em nós e apenas o seu poder remidor é capaz de restaurar e vivificar, de fato, o nosso coração. A tristeza de Pedro não foi vã diante da terceira pergunta. O verdadeiro arrependimento é marcado pela tristeza, aliás, a tristeza gera o arrependimento e, com Pedro, não foi diferente: para cuidar das coisas de Deus e estar inserido em seu plano e participar do seu Reino, o velho Pedro teria que morrer e um novo Pedro ressurgir. Não foi sem querer que Jesus disse o nome e, ainda, citou a origem de Pedro. Ele queria mostrar que o Pedro pescador ainda estava ali. Mas Jesus queria gerar em Pedro um novo viver.
Uma curiosidade: Jonas significa Pomba, uma tipologia do Espírito Santo. Quem tem nos gerado para uma nova vida? Se nascermos da água e do Espírito estamos prontos para apascentar (trabalhar para o nosso Senhor). Para respondermos a pergunta que Jesus fez a Pedro, devemos estar cheios da benção do Espírito Santo e viver em renovação, em novidade de vida.
O amor que Deus quer do homem é o amor Phileo. Ele quer que o homem se relacione com Ele, tenha um compromisso com ele, seja amigo dele.
“Já não vos chamarei servos [...] mas tenho vos chamado amigos [...]” (João 15:15)
É com esse amor que estaremos aptos para atender a vontade de Deus e cumprir o seu chamado em nossas vidas: “Apascenta as minhas ovelhas”. É um compromisso selado.
É com esse amor que podemos ser instrumentos do Senhor; é com este amor que caminhamos em intimidade com Deus e em comunhão com o Espírito Santo. É com esse amor que entendemos o que, de fato, é a obra do Espírito e quão suave ela é. No versículo 18 do capitulo 21 de João, Jesus ainda dá pistas a Pedro de como ele morreria pelo Evangelho e ainda diz no verso 19: “segue-me”.
Jesus tem chamado para sua boa obra pessoas que vão o amar e honrar com suas próprias vidas, Ele tem chamado pessoas que vão (de verdade) renunciar a tudo pelo amor de seu Nome.
Independente das respostas de Pedro e das perguntas de Jesus nas três oportunidades, o pedido do Senhor foi o mesmo: APASCENTA OS MEUS CORDEIROS. O Senhor nos chamou para viver em favor de seu Reino e isso requer TRABALHO e serviço. Apascentar cordeiros era o chamado específico de Pedro. Deus, da mesma forma, tem um chamado específico para cada um de nós. Temos que realizar a obra...
Mas isso só será possível se estivermos firmes no amor ‘Phileo’, a saber, no amor de Cristo e no genuíno envolvimento com as questões do Reino.

Paulo, ao dizer que “aquilo que o ouvido não ouviu, nem o olho viu e o que não subiu ao coração do homem é o que Deus tem preparado”, ele quis mostrar que: Tudo que o Senhor tem preparado para aqueles que o amam está longe da pura razão e da limitação humana, mas, para aqueles que vivem no amor ‘Phileo’, íntimo e amigos de Deus, receberão com certeza.